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Bolhas de sabão

Atendendo aos pedidos do meu sogro e do meu terapeuta, voltei a escrever.

Estava correndo atrás de um sonho grande, enorme mesmo! Um sonho lindo, porque não é só meu. Um sonho, que de sonho não tem nada, já que ele tem sido a minha realidade, 25 horas por dia, 9 dias por semana, 33 dias por mês. Tenho dedicado ao meu sonho todo o tempo que tenho e que não tenho.

Nesse processo, descobri que sei muito mais do que imaginava, como se um compartimento secreto tivesse se aberto dentro de mim e libertado tudo o que eu preciso saber, no momento em que preciso saber. Como se houvesse um Pai enorme e amoroso, me dizendo: “então agora você quer brincar de casinha? Faz assim, ó”. “Quer brincar de empresária, empreendedora, dona do seu próprio negócio e do seu nariz? Então faz desse jeito”. “Quer brincar de dinheirinho, pra poder gastar viajando e visitando um montão de lugares legais? Então faz isso, isso e isso!”

E mesmo provando na prática que tenho todas as ferramentas, conhecimentos e oportunidades de que necessito para realizar o meu sonho, acredita que ainda sinto medo? Às vezes ele se disfarça num sono inexplicável durante o dia, outras vezes em fome fora de hora e até, imagine só, em excesso de atividades: eu me distraio fazendo um montão de coisas para não fazer aquilo que realmente interessa!

Há algum tempo eu escolhi parar de fugir do medo e ouvir o que ele tem a me dizer. E de uma forma tão estranha, ele me diz coisas tão bonitas a respeito de mim! O medo que sinto me dá vontade de me por no colo e de me embalar sussurrando baixinho: está tudo bem, está tudo bem, sempre esteve…

O medo é como bolha de sabão: vazio! Pode até ter um leve colorido, nos entreter por alguns segundos e desviar a nossa atenção, mas ele é frágil, muuuito frágil, principalmente diante de uma mente forte, capaz de dissipá-lo com apenas um estalar de dedos…

Já nas bancas…

Esse é o primeiro post em que fico sem palavras… você se lembra que eu levei meus textos na redação da revista BARBARA? O resultado está aí embaixo e também em todas as bancas de jornal do país. É só procurar na última página da edição de janeiro!

Difícil de ler, né? Tente novamente…

se você gostou dessa história, me ajude a agradecer o pessoal da revista que fez essa surpresa pra mim. Mande um e-mail com a sua opinião para: leitorabarbara@simbolo.com.br

Tsuru

“Voar no azul do céu,

mergulhar no rio.

Ver o sol se por e voltar pro ninho.

E cuidar de tudo isso,

todo homem é um pouco passarinho.

Voa, voa, voa, voou.

Bate bem as asas e vai longe meu amor.

Voa, voa, voa, voou.

Bate bem as asas, pra ir longe meu amor.

Se você não pode mais voar,

faz um aviãozinho de papel e joga ele pro ar.

Escreve nele seus sonhos, sua história,

diz pra ele assim: voa, voa, voa.

Voa, voa, voa,

voa… Avoa, até chegar na mão de alguém!”

 PS: essa é a letra de música linda criada pelo meu marido Raul Crespo. Se quiser ouvi-la, é só clicar aqui.

Trem das 7

trem lotado

O trem das 7 nunca sai no horário; sempre às 7:01 ou 7:03 dependendo do volume de pessoas que embarcam na estação. No trem das 7 não há espaço para sonhos, quando muito é possível carregar uma mochila bem apertada contra o peito, de preferência longe da área das portas, já que lá se concentra a maior parte da multidão.

No trem das 7 se amontoam todos os dias pais de família,  garçonetes, estelionatários, estudantes do ensino médio e mais um montão de gente que se pudesse, ainda estaria debaixo das cobertas.

Entrar no trem das 7 não é privilégio de ninguém, basta dar umas cotoveladas e se espremer no espaço entre as portas do vagão. Sair dele com os sonhos ilesos e a dignidade intacta, isso sim, é para os fortes.

Quando se tem um objetivo, nem sempre é fácil o percurso até ele. Às vezes, dá vontade de descer na próxima estação e voltar para a nossa zona de conforto. Felizmente, o trem da vida segue sempre em direção ao futuro.

Se somos passageiros nesse trem, mais passageiros ainda são os nossos problemas…

Se no meio da muvuca você compreender isso e começar a prestar atenção ao seu redor, é capaz de ouvir vazando do fone de ouvido de alguém ao lado a seguinte canção: “and I think to myself, what a wonderful world…”

O que você está plantando?

feijão

Quanto tempo demora para uma semente nascer? Depende do se está plantando… Se for capim nasce rápido, mas se a semente que você estiver plantando for de um grande sonho, talvez leve um pouco mais de tempo.

Antes de desanimar por não enxergar os frutos, verifique o tamanho do seu objetivo. Se perceber que ele é grande, parabéns! Continue adubando o solo com trabalho firme e esperança que as coisas acontecem naturalmente.

Não depende de você se o sol vai brilhar, a chuva vai cair ou o vento soprar. Cabe a você apenas plantar suas sementes em terreno fértil. A vida se encarrega do restante. Basta confiar.

Desejo a você toda a sorte do mundo na realização dos seus sonhos. Mas principalmente, a coragem e a paciência de vê-los se tornarem realidade.

PS: esse post foi inspirado em uma aula que tive hoje!

Eu Sou Harry Potter

harry potter
Em tempos de sucesso de Harry Potter e outros bruxos, percebi o quanto somos fascinados pela existência de palavras mágicas ou terapias milagrosas que possam garantir a nossa harmonia, tanto física quanto psicológica.

Buscamos religiões, filosofias, curandeiros, simpatias, cromoterapia, feng shui e qualquer coisa que nos liberte de energias negativas. Todas elas funcionam, desde que exista por trás uma coisinha mágica e poderosa: UM PENSAMENTO FORTE.

A Força está dentro de nós e não fora!

Basta um simples pensamento forte, determinado, um desejo interno de estar bem e pronto! A magia acontece.

Não precisamos de nenhum instrumento ou intermediário para nos conectar, mas podemos usá-los enquanto acharmos necessário. Enquanto não reconhecemos que somos FORTES E PODEROSOS POR NATUREZA!

Não precisamos de varinha mágica ou amuleto de proteção. Podemos andar de peito aberto desde que carreguemos conosco a certeza de quem somos e do que somos capazes.

Aprendi isso com meu pai. Num sonho.

Esse sonho, João, não é só seu.

João sonhava com uma vida melhor. Tinha esperança de um dia colher os frutos do seu trabalho, mas de vez em quando dava uma leseira…