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Bolhas de sabão

Atendendo aos pedidos do meu sogro e do meu terapeuta, voltei a escrever.

Estava correndo atrás de um sonho grande, enorme mesmo! Um sonho lindo, porque não é só meu. Um sonho, que de sonho não tem nada, já que ele tem sido a minha realidade, 25 horas por dia, 9 dias por semana, 33 dias por mês. Tenho dedicado ao meu sonho todo o tempo que tenho e que não tenho.

Nesse processo, descobri que sei muito mais do que imaginava, como se um compartimento secreto tivesse se aberto dentro de mim e libertado tudo o que eu preciso saber, no momento em que preciso saber. Como se houvesse um Pai enorme e amoroso, me dizendo: “então agora você quer brincar de casinha? Faz assim, ó”. “Quer brincar de empresária, empreendedora, dona do seu próprio negócio e do seu nariz? Então faz desse jeito”. “Quer brincar de dinheirinho, pra poder gastar viajando e visitando um montão de lugares legais? Então faz isso, isso e isso!”

E mesmo provando na prática que tenho todas as ferramentas, conhecimentos e oportunidades de que necessito para realizar o meu sonho, acredita que ainda sinto medo? Às vezes ele se disfarça num sono inexplicável durante o dia, outras vezes em fome fora de hora e até, imagine só, em excesso de atividades: eu me distraio fazendo um montão de coisas para não fazer aquilo que realmente interessa!

Há algum tempo eu escolhi parar de fugir do medo e ouvir o que ele tem a me dizer. E de uma forma tão estranha, ele me diz coisas tão bonitas a respeito de mim! O medo que sinto me dá vontade de me por no colo e de me embalar sussurrando baixinho: está tudo bem, está tudo bem, sempre esteve…

O medo é como bolha de sabão: vazio! Pode até ter um leve colorido, nos entreter por alguns segundos e desviar a nossa atenção, mas ele é frágil, muuuito frágil, principalmente diante de uma mente forte, capaz de dissipá-lo com apenas um estalar de dedos…

Nosso medo mais profundo

Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida.

É a nossa luz, não nossa escuridão, o que mais nos assusta.

Nos perguntamos: “quem sou eu para ser brilhante, interessante, talentoso e fabuloso?”

Na realidade, quem é você para não ser?

Você é um filho de Deus.

Fazer papel pequeno não serve ao mundo.

Não existe nada de iluminador em se encolher de forma que as outras pessoas em volta de você não se sintam inseguras.

Nós nascemos para manifestar a glória de Deus, que está dentro de nós.

E não está só em alguns de nós, está em todo mundo.

E quando deixamos a nossa própria luz brilhar, inconscientemente, damos a outras pessoas permissão para fazerem o mesmo.

Quando nos libertamos dos nossos medos, nossa presença automaticamente liberta os outros!

 

Nelson Mandela – 1994