Resolvi, assim como todo mundo (leia-se toda mulher), emagrecer para o verão e ficar bem dentro de um biquíni. Minha primeira medida foi caminhar para qualquer lugar que eu precisasse ir. Ida ao banco: mais ou menos 1 km. Ida e volta à copiadora: uns 2 km. E assim foi.
Enquanto voltava pra casa, suando e pensando em quantas calorias eu havia queimado, percebi que estava sendo seguida por um vira-lata. Minha reação imediata foi enxotá-lo do meu caminho. Não funcionou…
O cãozinho revezava andando à minha frente, ao meu lado, atrás, mas sempre próximo de mim. Me senti incomodada pela companhia, mas no fundo um pouco lisonjeada. Dentre tantas pessoas na rua, ele escolheu A MIM!
Não preciso nem dizer que todas as minhas tentativas de afastá-lo foram em vão. Não importa o que eu fizesse ou dissesse, a energia que eu estava projetando era de consentimento. Quando o vi revirando sacos de lixo em busca de comida, pensei que se ele me seguisse até a minha casa, eu lhe daria um pouco de ração. A partir daí o cachorro não me largou mesmo!
E foi aí que a mágica aconteceu. Aquele vira-lata que estava me incomodando com a sua simples presença acabou me dando uma grande lição: ele estava aberto e receptivo para qualquer carinho e atenção. Sem julgamentos, sem questionamentos. Você pode me ajudar? Eu aceito.
Obrigada pela oportunidade de ter sido útil (sim! Ele me seguiu até a minha casa e eu lhe dei comida…).
Talvez eu também precise me tornar mais aberta e receptiva para receber carinho e atenção do universo. Sem julgamentos e questionamentos. Eu aceito.



