
O menino acordou inspirado e decidiu que naquele dia ensinaria borboletas a voar. Saiu correndo para o jardim e procurou a árvore mais próxima para saber se havia algum casulo por lá. Encontrou alguns ninhos de passarinho, uma casa de joão-de-barro e outra de marimbondos, mas nenhum casulo.
Resolveu correr pelas redondezas e ver se encontrava alguma borboleta, pois naquele dia, ele acordara inspirado a ensinar a voar. Procurou por aqui, procurou por lá e nada de encontrar.
Passou a tarde, chegou a noite e nenhuma borboleta… nenhuma só borboleta, cinza e pequena que fosse, sem cor, com a antena quebrada ou asa dobrada.
O menino só queria encontrar uma única borboleta disposta a aprender a voar.
Quando chegou em casa, cansado de tanto procurar, o menino resolveu se deitar mas não conseguiu. Alguma coisa o incomodava em suas costas. Era um par de asas…
E de repente, o menino descobriu o motivo: ele próprio tinha virado borboleta, tinha saído do casulo pela primeira vez, no momento em que decidiu ensinar outros a voar.