Hoje fazem 4 meses que eu aprendi a amar. Mãe, marido e amigos que me desculpem, mas nada se compara ao que sinto por essa pessoa. Deixe-me apresentá-la: atualmente ela mede sessenta e poucos centímetros e pesa por volta de sete quilos. Adora segurar o meu dedo enquanto mama e odeia colocar remedinho no nariz. Passa a maior parte do tempo alegre, mas quando chega a noite, chora desesperadamente antes de dormir. Acorda sorrindo. Todos os dias.
Depois que ela nasceu, me pego chorando de emoção pelo privilégio de servi-la a hora que for: duas, três, quatro da madrugada. Por mais que eu tente expressar meu amor por ela, a única palavra que sai da minha boca é sempre Obrigada! Obrigada! Obrigada!
Nunca ninguém me olhou como ela me olha. Um misto de alegria e total confiança. Só de ouvir a minha voz ela se acalma.
Quando ela crescer provavelmente se esquecerá dos primeiros 4 meses que passamos juntas, mas eu não! Secretamente imprimi os mais íntimos momentos na minha mente e quando fecho os olhos sou capaz de relembrar o seu cheirinho, seu toque delicado e o som da sua respiração. Eu estou nela e ela está em mim.
Fácil não é uma palavra que faz parte da criação da minha filha. Nem arrependimento. Se precisasse escolher palavras, eu escolheria três vezes Obrigada! Obrigada! Obrigada…

Eu também tenho três “obrigados” a dar. Obrigado a você por dividir comigo cada um desses acontecimentos com tanta intencidade. Obrigado à Maria Clara por escolher a gente pra cuidar dela nesse momento, nesse mundo. Obrigado a Deus por vocês duas.