Tsuru

Dezembro 14, 2009 por Barbara Hilsenbeck

“Voar no azul do céu,

mergulhar no rio.

Ver o sol se por e voltar pro ninho.

E cuidar de tudo isso,

todo homem é um pouco passarinho.

Voa, voa, voa, voou.

Bate bem as asas e vai longe meu amor.

Voa, voa, voa, voou.

Bate bem as asas, pra ir longe meu amor.

Se você não pode mais voar,

faz um aviãozinho de papel e joga ele pro ar.

Escreve nele seus sonhos, sua história,

diz pra ele assim: voa, voa, voa.

Voa, voa, voa,

voa… Avoa, até chegar na mão de alguém!”

 PS: essa é a letra de música linda criada pelo meu marido Raul Crespo. Se quiser ouvi-la, é só clicar aqui.

Vira-lata

Dezembro 9, 2009 por Barbara Hilsenbeck

Resolvi, assim como todo mundo (leia-se toda mulher), emagrecer para o verão e ficar bem dentro de um biquíni. Minha primeira medida foi caminhar para qualquer lugar que eu precisasse ir. Ida ao banco: mais ou menos 1 km. Ida e volta à copiadora: uns 2 km. E assim foi.

Enquanto voltava pra casa, suando e pensando em quantas calorias eu havia queimado, percebi que estava sendo seguida por um vira-lata. Minha reação imediata foi enxotá-lo do meu caminho. Não funcionou…

O cãozinho revezava andando à minha frente, ao meu lado, atrás, mas sempre próximo de mim. Me senti incomodada pela companhia, mas no fundo um pouco lisonjeada. Dentre tantas pessoas na rua, ele escolheu A MIM!

Não preciso nem dizer que todas as minhas tentativas de afastá-lo foram em vão. Não importa o que eu fizesse ou dissesse, a energia que eu estava projetando era de consentimento. Quando o vi revirando sacos de lixo em busca de comida, pensei que se ele me seguisse até a minha casa, eu lhe daria um pouco de ração. A partir daí o cachorro não me largou mesmo!

E foi aí que a mágica aconteceu. Aquele vira-lata que estava me incomodando com a sua simples presença acabou me dando uma grande lição: ele estava aberto e receptivo para qualquer carinho e atenção. Sem julgamentos, sem questionamentos. Você pode me ajudar? Eu aceito.

Obrigada pela oportunidade de ter sido útil (sim! Ele me seguiu até a minha casa e eu lhe dei comida…).

 Talvez eu também precise me tornar mais aberta e receptiva para receber carinho e atenção do universo. Sem julgamentos e questionamentos. Eu aceito.

Reconciliação

Dezembro 3, 2009 por Barbara Hilsenbeck

Meu passado veio bater à minha porta. Ou talvez eu mesma o tenha procurado. O fato é que nosso encontro não podia mais ser adiado, não por mim, que quero crescer e evoluir.

Nos tempos de criança eu agia como criança, agora que sou uma adulta, como devo agir? Fugindo, berrando, “ficando de mal”? Acho que não…

Dou ao meu passado as boas-vindas e peço que ele me perdoe. Sou o que sou e quem sou, porque um dia fui o que fui e quem fui. As mágoas e remorsos não têm mais espaço no meu caminho, eu as transmuto em lições e experiências vividas.

Como disse Nelson Mandela: “quando nos libertamos dos nossos medos, nossa presença automaticamente liberta os outros!” Hoje e agora, eu o liberto! A liberto… não tenho mais medo de você.

Que o sol do novo dia lhe traga a mesma esperança que trouxe para mim. É o meu presente para você…

Sorte

Novembro 26, 2009 por Barbara Hilsenbeck

A sorte está lançada! Levei meus textos na revista, fui super bem recebida pela editora-chefe e agora é só esperar pra ver o que acontece.

 Ufa! É bom fazer aquilo que a gente se propõe não?

Tenho certeza de que o mundo está cheio de escritores, músicos, artistas, enfim, pessoas muito talentosas, mas que não tiveram a coragem de se expor e receber as críticas. Ou pior: estão se torturando em um trabalho medíocre e culpando a Deus pela vida sofrida, sem nunca terem SE DADO A CHANCE de mostrar o seu talento.

Dizem que a sorte é o encontro da oportunidade com a competência. Como nunca sei quando a oportunidade surgirá, a única coisa que posso fazer é tornar-me cada dia mais competente naquilo que desejo fazer…

Quando A Vida é Barbara se tornar conhecida, muitas pessoas dirão que foi sorte. Mas aqui vai um segredinho: por trás da coragem de bater na porta da editora e mostrar meus textos, estava a certeza de que VOCÊ ESTAVA COMIGO!

O seu comentário, as suas palavras de otimismo ou mesmo o seu pensamento positivo silencioso me acompanharam naquele momento.

Obrigada!

Sinceramente, não sei qual será o final dessa história, mas como a própria vida, o importante não é aonde se chega, mas como se caminha…

Uma revista BARBARA!

Novembro 19, 2009 por Barbara Hilsenbeck

edição 1 – nº1

Você acredita em coincidências? Eu não…

Estava andando pela rua pensando em como o dia estava lindo e ensoralado, e em quanto eu sou agradecida pela vida que tenho, quando dei de cara com essa revista. Comprei, li e adorei! Assim como eu, o pessoal da revista acredita que VOCÊ É SUA MAIOR PRIORIDADE (dá uma olhada na chamada…).

Será que a editora-chefe aceita levar A Vida é Barbara para dentro da revista? Imagine só o número de leitores!!! Você se lembra daquele post antigo quando eu disse que éramos 70 por dia e chegaríamos a 70 mil?

Eu acredito que é possível. E você? (caso a resposta seja positiva, deixe um comentário. Eu conto com o seu pensamento positivo!!!)

Um abraço enorme e obrigada pela torcida.

Lágrimas

Novembro 9, 2009 por Barbara Hilsenbeck

orvalho

Hoje eu vi um homem grande chorar.

Ele havia descoberto que merecia ser feliz. Percebeu depois de muito tempo que não existia nenhuma lei que o impedisse. Nem mesmo algumas várias, criadas por homens-meninos que brincam de poder. 

Percebeu que era único em todo o Universo, e por isso, não podia ser comparado a nada. Muito menos rotulado, classificado ou enquadrado.

Despediu o chefe, a professora, o pastor e a televisão. Mas antes lhes agradeceu por tudo. A partir daquele m0mento, ninguém mais o comandaria, ensinaria o que é certo ou errado ou lhe diria como viver.

Jogou fora todo o supérfluo que lhe consumia a vida. Precisava de espaço para receber todas as bênçãos de Deus.

Ao ver o homem grande chorar, eu também chorei. Se somos feitos do mesmo barro e recebemos o mesmo sopro divino do Pai, então, também eu mereço ser feliz.

Com suas lágrimas, o homem grande diluiu meus medos.

PS: se quiser fazer o mesmo, eu lhe empresto as minhas!

Finados

Novembro 5, 2009 por Barbara Hilsenbeck

espirito

No meu calendário não existe Dia de Finados.

Nenhuma pessoa que amo jamais morreu. Meu pai e tantos outros continuam vivos no meu coração.

Algumas pessoas a quem tenho profundo carinho nasceram séculos, milênios antes de mim. E ainda assim continuam vivas no meu pensamento.  Com elas travo diálogos, faço questionamentos e mais do que tudo, as agradeço pelos ensinamentos deixados!

Não é porque a carne pereceu que alguém está morto. Não é porque o corpo se move que alguém está vivo. Infelizmente, temos vários mortos circulando por aí. Pessoas que acordam, trabalham, estudam, mas não vivem…

Toda morte é um recomeço. Que seja hoje o dia do renascimento!

Que renasça a esperança no futuro.

Que renasça a alegria de viver.

Que renasça a coragem de assumirmos que somos grandes. Seres divinos, criados à imagem e semalhança de Deus.

só assim estaremos vivo…

Ser criança

Outubro 30, 2009 por Barbara Hilsenbeck

bebe

A menina sonhava virar adulta. Queria ser responsável por seus atos, não depender de ninguém e gritar para os quatro ventos que era ela quem decidia o seu futuro.

O tempo foi passando e a menina crescendo, mas nada de virar adulta. Fez faculdade, foi morar sozinha, arrumou um bom emprego, adotou um cachorro, casou-se e mesmo assim, continuou criança.

Cada vez que olhava para si e percebia sua condição infantil, berrava, birrava, emburrava e esbravejava. Assim como qualquer um que se considera adulto e é contrariado.

Depois de vários chiliques, a menina percebeu que deixar de ser criança implicava muito mais do que pagar contas e bater ponto no trabalho. Percebeu que apesar de não brincar mais de boneca, colecionava novos brinquedos, como celular, carro e notebook. Assim como qualquer um que se considera adulto e é economicamente ativo.

A menina percebeu que diante da grandeza do universo, era apenas uma minúscula célula, de um minúsculo organismo chamado Terra, situado num minúsculo sistema solar. Um dos vários.

E foi assim que ela encarou pela primeira vez sua eterna condição de criança, filha de um Pai criador desse imenso universo. Resolveu parar de se levar tanto a sério e começar a se divertir.

Como não queria ofender a ninguém, brincava de ser adulta sempre que necessário. Vestia-se como adulta, falava como adulta, trabalhava como adulta. Mas quando podia, fazia questão de se sujar na terra, de tomar banho de chuva e de fechar os olhos para sentir a brisa passar.

O que mais podia fazer uma criança que ganhou de presente do Pai um mundo inteiro para brincar?

post em homenagem ao mês das crianças…

Programa Piloto 3

Outubro 29, 2009 por Barbara Hilsenbeck

Quer dançar comigo?

Outubro 27, 2009 por Barbara Hilsenbeck

dança

A moça chegou em casa às 23:37. Dia difícil. Jornada dupla para pagar as contas, suas e dos cachorros que acostumaram-se a comer ração de primeira. Queria arrancar os sapatos, arrancar a roupa, arrancar as lembranças do dia que passou…

Desceu do carro, virou-se para pegar a bolsa, o casaco, o guarda-chuva e outras tranqueiras jogadas no banco de trás, mas antes que pudesse fazer isso, foi pega de surpresa por seu marido que lhe puxou o braço e lhe chamou para dançar. Assim mesmo, no meio da garagem, em frente a casinha alugada. A música vinha do i-pod, do minúsculo fone de ouvido compartilhado pelos dois.

De começo a moça achou meio constrangedor, o que os vizinhos do prédio ao lado pensariam? Olhou para o céu sem estrelas, cheio de nuvens e nenhuma lua cheia e pensou que nada daquilo lhe inspirava romantismo. A não ser o sorriso no rosto do seu marido e o sincero desejo dele em lhe proporcionar um momento de alegria. Deixou-se levar…

Um passo para cá, dois para lá. Um tropeço aqui e outro acolá. O jovem casal rodopiava pela garagem alheio aos olhares curiosos. Pouco a pouco as luzes das janelas foram se apagando, cada vizinho buscando o sono em meio à escuridão. E se lá no alto, as pessoas iam adormecendo, lá embaixo na garagem da casinha alugada, a luz que irradiava do casal ia aumentando. A cada passo eles se sentiam mais despertos, mais vivos, mais livres, mais cúmplices.

Às vezes a vida lhes impunha dias difíceis, lhes obrigava a dançar conforme a música. Mal sabia a vida que para eles, qualquer música era desculpa para dançarem juntos…

Programa Piloto 2

Outubro 20, 2009 por Barbara Hilsenbeck

Dia do Professor

Outubro 15, 2009 por Barbara Hilsenbeck

professora

15 de outubro é o Dia do Professor, data em que recebo flores e bombons dos meu alunos. Data em que me recordo daquelas pessoas que passaram pelo meu caminho e me ensinaram algo.

Dentre os motivos que me fizeram sujar as mãos de giz e gastar um dinheirão com livros, está o fato de um dia, apresentando um trabalho na sala de aula, um professor querido ter me dito que eu parecia colocar amor na minha apresentação e que se eu quisesse, poderia me tornar uma professora. Fiquei empolgada com o elogio, mas nunca fui atrás de uma classe para ensinar. A classe veio até mim, quando me convidaram para assumir uma turma no meio do ano.

Enquanto sonhava me tornar professora, fui uma aluna muito aplicada da vida, aprendendo tudo o que eu pudesse com a esperança de um dia passar esse conhecimento adiante. Não sei o número exato, mas já dei aula para algumas centenas de pessoas: jovens, velhas, carentes, interessadas, perdidas…

A cada um de vocês que foi ou é meu aluno, deixo o meu MUITO OBRIGADA! Mais do que ensinar, tive a oportunidade de APRENDER com cada um de vocês.

E aos meus professores, reafirmo o compromisso de fazer valer tudo o que aprendi com eles! Porque para mim, professor não é apenas aquele da sala de aula, mas qualquer pessoa que se dispõe a compartilhar seu conhecimento.

Mais que professora, quero seguir sendo uma eterna aprendiz…

PALESTRA

Outubro 14, 2009 por Barbara Hilsenbeck

cartaz aprendendo a gostar de si mesmo

Estão todos convidados! Se puderem, peço que me ajudem a divulgar…

Abraços.

Se…

Outubro 7, 2009 por Barbara Hilsenbeck

eu e papai

Se o meu pai estivesse vivo, hoje ele completaria 90 anos!

Se o meu pai estivesse vivo, ele diria para eu não me afobar, que tudo tem sua hora certa para acontecer e que o tempo cura qualquer coisa.

Se o meu pai estivesse vivo, ele diria que quem não arrisca não petisca e que eu só saberia se uma coisa daria certo se tentasse.

Ele diria que a imaginação não vale de nada sem a iniciativa para tornar os sonhos em realidade.

Se o meu pai estivesse vivo, ele diria que desculpas não resolvem os problema e que “se não existe...”

Mas supondo que existisse e que eu pudesse dizer algo a ele, eu diria que ele continua vivo dentro de mim no meu coração e na minha memória. Eu diria que a minha caligrafia está cada dia mais parecida com a dele e que segundo a minha mãe, os dedos da minha mão também. Eu diria que o mundo continua igual a quando ele se foi, mas que eu mudei.

Eu lhe diria além de tudo, Feliz Aniversário e lhe desejaria muitos anos de VIDA!

Que seu espírito siga iluminado por onde quer que seja.

Parabéns e obrigada por tudo!

Onde está o amor

Outubro 6, 2009 por Barbara Hilsenbeck

coracao
Acordei um dia procurando o amor. Revirei algumas gavetas velhas, procurei dentro de caixinhas quebradas, abri álbuns de fotos que não lembrava ter tirado… E o amor não estava lá. Em compensação achei mágoa, remorsos e outros sentimentos empoeirados que eu jurava não sentir mais. Busquei o amor em todos os locais conhecidos, seguros, onde seria difícil me perder. Mas ele não estava lá.

Um dia, cansada de tanto procurar e frustrada por saber que o amor existe, mas não saber onde ele está, desisti de procurar. Nesse dia resolvi consertar as gavetas quebradas, tirar a poeira dos álbuns e jogar fora tudo aquilo que já não valia mais a pena guardar. Aí sobrou espaço dentro da casa. Espaço aberto, arejado, banhado por ar fresco, leve, gostoso de respirar.

E conforme o meu corpo se enchia dessa substância incolor e inodora, meu espírito se enchia de cor. A princípio tons pastéis, quase transparentes, pouco a pouco transformados em carmim, azul royal, verde bandeira e amarelo ouro. Tudo ao meu redor reluzia, vibrava. Foi quando eu percebi o amor. E para minha surpresa, o amor não estava lá… ele apenas ESTAVA. Em todos os lugares onde eu pudesse ver. Ao meu redor, na frente, em cima, embaixo, dos lados. O amor estava. Onde sempre esteve. Quase como um ato de respirar. Primeiro ofegante, depois mais e mais suave. Sutil.

Eu podia sentir o amor se espargir por todas as minhas células. Ele me penetrava, transpassava, invadia meus cantos mais escuros e limpava o lugar. O amor era eu. E era tudo ao meu redor. O amor era. O amor é. O amor está. Apenas está.

Respire fundo nesse momento e você irá senti-lo. Não fora, mas dentro. O amor está em você e em mim, porém, para se manifestar ele faz um único pedido: você tem que querê-lo. O amor está para quem quiser vê-lo e senti-lo. Em qualquer lugar. Agora e sempre. Só existe o amor.